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A tradição do Campeonato Estadual deve estar com dias contados?

Por Clezer Gomes em 07/04/2023 às 15:54:33

Aconteceram nos estaduais

Estamos a poucos dias das finais dos campeonatos estaduais por quase todo Brasil. E todo ano nessa época volta discussão sobre a possibilidade de extinção desses campeonatos nos primeiros quatro meses do ano.

Esse que vos fala deixa bem claro que é, e sempre será defensor da permanência dos encantadores campeonatos estaduais.

Os que são a favor da extinção tem alguns argumentos para tentar convencer os "românticos" do futebol, que essas competições são um retrocesso no desenvolvimento do futebol brasileiro.

Ao contrário desse pensamento, temos a opinião que se concretizar o fim desses campeonatos, os responsáveis por tal decisão estarão tentando escrever a história, a lenda do nosso futebol ao contrário.

Quem é a favor da continuidade das disputas regionais tem centenas de argumentos para defender suas teses.

Mas ficaremos com alguns exemplos:

Quem não se lembra que o rei do futebol com a camisa do Santos, alcançou a incrível marca de anotar cinquenta e oito (58) gols num campeonato paulista (1958).

O gol mais importante da história do Corinthians foi de Basílio, tirando o Corinthians de uma fila de 23 anos sem títulos. Foi qual campeonato...?

Campeonato paulista (1977)

E quase mesma história do seu arquirrival, Palmeiras, que saiu da fila de dezenove anos sem ganhar um campeonato, vencendo o Corinthians por 4X1 em uma final memorável. Campeonato paulista 1993.

E o que dizer do São Paulo vencendo uma final contra o Santos, em um Morumbi lotado, e com um golaço de falta de um goleiro que se tonaria o maior goleiro artilheiro da história do futebol. Campeonato Paulista de 2000.

Alguém esquece o gol de barriga do Renato gaúcho no Fla X Flu? Gol que deu o título ao Flu em cima do Flamengo de Romário. Campeonato carioca 1995.

E o Cocada? Lateral direito que foi dispensado pelo Flamengo, foi para o Vasco, e faz em uma final contra o Flamengo um dos gols antológico da história do Maracanã, dando o Bicampeonato para o Vasco da Gama. Carioca 1988.

E teve fim de jejum no campeonato carioca também:

Botafogo, vinte e um anos sem um único título se quer. Foi para a final, a mais mística do futebol brasileiro, contra o Flamengo. E aos 37 minutos do segundo tempo, o camisa número 7 (tinha que ser esse número) Maurício vira o redentor de uma torcida que sofria nas arquibancadas do maior do mundo. Um a zero sobre o Flamengo de Zico. Carioca 1989.

Por falar no galinho: o ano era o de mil novecentos e oitenta e seis, Zico voltava aos gramados, depois de longos seis meses parado por causa de uma cirurgia no joelho. Um Fla X Flu. Mengão 4X1, com direito a três gols do galinho, e um de falta que ficou para história. Qual campeonato? Primeira rodada do campeonato carioca de 1986.

Mas o gol mais importante da história é da lenda do rubro negro carioca foi marcado por Rondineli. Um final contra o Vasco. O Fla vinha de três "vices" em sequência.

Aquele gol, aos 39 minutos do segundo tem, em um escanteio cobrado por Zico, Rondineli sobe mais que a zaga cruz-maltina e cabeceia para fazer o gol para lavar a alma da torcida rubro-negra, para o tornar o " Deus da raça rubro-negra ", e para libertar a geração de ouro do Flamengo. Isso acontece no campeonato carioca de 1978.

Creio que teríamos que passar dias aqui descrevendo vários acontecimentos históricos e mágicos do nosso futebol, caso tivéssemos a intenção de falarmos todos os feitos acontecidos nos estaduais do Brasil inteiro.

Os estaduais precisam serem readequados aos novos tempos. Mas nunca extintos. Porque como vou explicar a fisionomia do Alessandro, aos 43 minutos do segundo tempo, com um Maracanã abarrotado de gente, esperando para aquela bola Pet entrar. E ela entrou, entrou na gaveta do goleiro Elton. Entrou para história. Carioca 2001

E isso aconteceu nos estaduais.


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Jornal Dourados Digital.

Bem como o texto que é de inteira reponsabilidade de seus criadores.

Fonte: Dodô Farias

MEICINA UCP 2

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